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Liberdades e manhas

«Acabar com o regime salazarista, o 25 de Abril conseguiu. Acabar com o fazer manhoso que diz que não faz, isso é que é difícil. Esse ranço é pré-salazarista, já está entranhado.»

Ferreira Fernandes, na edição de hoje do DN.

A Capela Sistina do Egipto

«Chamam-lhe já a 'Capela Sistina do Antigo Egipto'. Uma equipa hispano-egípcia, liderada por José Manuel Galán, encontrou em Luxor, na margem do Nilo, uma câmara funerária pintada há 3500 anos, anunciou o Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha». Ler notícia completa no DN.

Façam como ele

«O Vaticano recomenda a abstinência sexual para se combater a propagação das infecções com HIV e foi essa mesma linha que Bento XVI agora reafirmou no início de uma viagem de uma semana aos Camarões e a Angola», lê-se no Público. Só lhe faltou dizer: «Façam como eu...»

Depois da arca, a madeixa (e o ADN?)

«Tendo lido o que se disse e escreveu, tenho a impressão de que há muita gente que pensa que o património das pessoas, inclusivamente o que só tem valor para os coleccionadores ou tem interesse para a memória da família, deve ser nacionalizado. Quando descobrirem que eu guardo uma madeixa de cabelos do meu tio (era hábito as mães ficarem com uma madeixa dos filhos, antes do primeiro corte) são capazes de me matar.»

Manuela Nogueira, sobrinha de Fernando Pessoa, em declarações ao Actual, suplemento do Expresso.

O caso Courbert

«O que ambos os episódios revelaram de mais interessante esteve a montante e a jusante e é do domínio do debate público e não na notícia picante. Foi, por exemplo, ver como durante dias Courbet era designado por locutores e comentadores na rádio e televisão por Cubete, Curbete, Cuber, Curber, ou como o tema era comentado por gente escandalizada com a "censura" mas que se percebia à distância que não fazia a mínima ideia de quem era o autor do quadro. By the way, convém também não esquecer que a obra era mesmo na sua origem pornográfica, encomendada para fazer parte de um "gabinete erótico", e que não é líquido que o seu estatuto de obra de arte não impeça a sua exposição com reserva. Mesmo os jornais que mais espaço dedicaram ao acto "estúpido" e "ignorante" da polícia, não ousaram colocá-la na capa, como certamente não o fariam com uma fotografia de Mapplethorpe, e isso não era censura nenhuma. Passar por estas coisas com todo o simplismo de as ver apenas como uma luta entre a liberdade sem limites e a censura estúpida, é típico dos blogues, mas não devia ser típico dos jornais. Estes são editados, não são?»

José Pacheco Pereira, no Público (versão on-line aqui)